
Catedral de Santiago de Compostela
Oi, pessoal! Estou criando esse blog, com dois anos de atraso, kkkkk… porque só agora que passei esse tempo no Brasil, me dei conta do tempo que estou fora… Tempo… Quanto tempo já passei com você? Tempo que nunca volta, que nunca é perdido, ao contrário, sempre é encontrado, cobrado… às veses para que passe rápido, noutras pra que não passe. Mas como não posso parar o tempo na realidade, vou pará-lo nessas palavras e estarei assim vivendo o não tempo, o não lugar, pois estarei com cada um, no seu própio tempo, que esteja lendo esse blog.
Pretendo contar um pouco sobre minha experiência aqui do outro lado do Atlántico, mas, de repente, posso estar revivendo momentos da minha infância ou da adolescência que passei junto com você!

Não posso dizer que foi fácil mudar de país, principalmente porque no Brasil eu tinha uma vida extremamente cômodada. Tinha meu trabalho como professora municipal, uma casa, um carro, meus pais que moravam a 5 minutos da minha casa e muitos amigos. Entretanto, a idéia de morar fora do país foi ficando cada vez mais forte.
Quando estava terminando o curso de Ciências Sociais, em 2002, comecei a me preparar para ir morar na España para fazer uma pós graduação, mas ganhei uma bolsa de estudos para cursar o curso Normal Superior nas Faculdades Jorge Amado e então resolvi adiar a minha viagem.
Hoje entendo que essa foi a decisão mais acertada que pude tomar, pois ganhei mais experiência tanto no âmbito da docência quanto no investigativo. Além de ter conhecido, nesse período, pessoas extremamente importantes para a minha jornada aqui na terra.
Também foi imprescindível a maturidade que tenho hoje, pois os primeiros meses fora do seu país, com todas as incertesas que recaem no peso de tal mudança, é muito duro de enfrentar.

Foto tirada da janela do quarto que ficamos em Pontecesures
E pra piorar a nossa situação havíamos pedido um hotel em Santiago de Compostela e a agência de viagens nos colocou em um povoado chamado Pontecesures que fica há 45min de Santiago.
Quando olhavamos ao nosso redor só viamos mato e montanha e logo pensei: Meu Deus!!! Eu sai de uma cidade grande pra vir parar no meio do mato?!?! Em que que eu vou trabalhar aqui? Colher uva? Plantar batatas?
E ainda tinha o frio desgraçado, e o tal do fuso horário que só dava vontade de dormir.
E só no terceiro dia aqui foi que resolvemos acordar cedo pra ir a tal Santiago de Compostela. 9h da manhã, tudo escuro, parecia às 5h, andamos quase 30min até o ponto de ônibusmais próximo, um frio danado, parecia que a orelha e o nariz iam se romper de tão frio que tava e o ônibus, ainda por cima, passou direto. Voltamos pro hotel para perguntar a que horas passava o próximo, daqui a duas horas, então resolvemos andar uns 40min até a estação de trem. Ufa! Pegamos o trem.
Chegamos a Santiago, que maravilha! Superou nossas expectativas. Então começamos a entrar em todas as imobiliárias para procurar uma casa pra alugar.
Quando já etávamos desistindo, pois tinhámos que voltar para o hotel, conseguimos. Um quarto e sala, todo novinho, 300€, que massa! Nossa sorte estava mudando! kkkkkkkk

Santiago de Compostela
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